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Preparativos em Campos Início da chuva Acúmlo de barro Grupo chegando 22h
Preparativos em Campos Início da chuva Acúmlo de barro Grupo chegando 22h
Maria Fumaça - Passa Quatro Passa 4 - Fragária Passa 4 - Fragária Passa 4 - Fragária
Maria Fumaça - Passa Quatro Passa 4 - Fragária Passa 4 - Fragária Passa 4 - Fragária
Passa 4 - Fragária Chegada na Fragária Partida da Fragária Fragária - Mauá
Passa 4 - Fragária Chegada na Fragária Partida da Fragária Fragária - Mauá
Bar em Monte Belo Fragária - Mauá Operando por instrumentos :-) Estado que cheguei :-)
Bar em Monte Belo Fragária - Mauá Operando por instrumentos :-) Estado que cheguei :-)

Crazy Trip – 9 à 11 Julho - 2004

             Essa “Crazy Trip” foi organizada pelo Mazinho do portal  www.tribodopedalselvagem.com.br e ocorreu durante o feriado de 9 de julho de 2004. Trata-se de uma viagem de mountain bike de Campos de Jordão à Visconde de Mauá, num trajeto de 220 km por estradas de terra. As distâncias foram divididas da seguinte forma:
1º dia – De Campos à Passa Quatro – 100 km
2º dia – De Passa Quatro à Fragária – 60 km
3º dia – Da Fragária à Visconde de Mauá – 60 km

            Para levar o grupo foi fretado um ônibus de turismo com espaço suficiente para os 19 bikers e obviamente as bikes no porta-malas. Os hotéis e pousadas já estavam previamente reservados e contamos com um carro de apoio, para emergência ou bikers cansados. Para orientação foram distribuídas planilhas em papel ou track-logs para GPS. O passeio foi maravilhoso com um visual incrível e o único problema enfrentado foi o mau tempo que justamente no feriado trouxe chuva e frio. 

Dia 1

             O grupo saiu de São Paulo às 5h da manhã rumo a Campos e eu fui juntamente com o Anderson e esposa no carro de apoio (Defender 110). Nos encontramos no horto de Campos às 9:30h onde começamos montar as bikers e todos os preparativos para a aventura. A chuva já estava começando e na nossa partida já tivemos que vestir as capas e agasalhos. Durante os trajetos fazíamos várias paradas para reagrupar as pessoas, pois sempre andávamos em pequenos grupos de afinidade de ritmo. Cerca de 15:30h chegamos a um posto de gasolina, próximo de Delfin Moreira e lá encontraríamos o ônibus. Havíamos então percorrido 47 km dos 100 km previstos para o dia e como já era tarde, houve uma divisão no grupo e apenas 10 pessoas decidiram continuar. Os demais foram direto para o hotel em Passa Quatro de ônibus.      Apesar de estar no pique, decidi não ir com o grupo, pois estava muito frio e teríamos um longo trecho à noite. Chegamos no hotel às 18h e o segundo grupo só chegou por volta das 22h. 

Dia 2 

            O dia amanheceu bem melhor com sol e calor, todos partimos bem animados em direção à Fragária. No percurso tivemos um pequeno imprevisto, onde um grupo que estava na frente errou o caminho. Tivemos um atraso de cerca de 1 hora e meia esperando o Mazinho chegar de moto para buscá-los. Após o almoço o tempo começou a mudar e não tardou para chegar o frio. Quando estávamos quase chegando em Itamonte a chuva chegou e nos acompanhou praticamente até o final. De Itamonte até a Fragária há uma estrada de terra de cerca de 36km, dos quais 20 km são de subida. Esse foi o pior trecho do percurso, pois além de cansativo havia muito trânsito de carros e caminhões nos forçando a sair do trecho batido da estrada. A noite chegou e ainda faltavam duas horas para chegar no destino. Foi minha primeira experiência pedalar a noite com barro e frio. Chegamos na Pousada da Fragária às 19:30h e fazia 12 ºC. Apesar do cansaço estávamos felizes pela missão cumprida. A melhor parte foi sair de 12ºC e entrar na sauna à 50º C.  

Dia 3 

            Novamente o dia amanheceu bom e partimos rumo ao destino final: Visc. de Mauá com bermudas e camisetas. A metade inicial da trilha é lindíssima com um visual do vale e da própria cachoeira da Fragária. Parávamos muitas vezes para fotografar o visual e também nos bares dos povoados do caminho para comer algo quente. Após o meio dia o tempo mudou novamente e a chuva foi uma constante até o final do passeio. Quanto faltava cerca de uma hora para chegar, tive um pneu furado. Nada que com a ajuda dos companheiros não fosse resolvido rapidamente. Chegamos em Mauá por volta das 18h. Novamente muito cansados, mas com toda a alegria do mundo por ter cumprido o último trajeto do passeio. Tomei um banho rápido e voltei com o Anderson no Defender.
            Com a mudança de tempo o passeio virou uma aventura e no final um desafio, pois tornou-se bem mais difícil pedalar nessas condições. Um dos grandes problemas era a lubrificação da corrente, que simplesmente enroscava toda hora devido ao barro.
            Mas o saldo foi bem positivo e aposto que todos têm grandes histórias para contar.

Maiores informações

www.tribodopedalselvagem.com.br
mbe@mbe.com.br


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