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Igreja da Matriz A bela arquitetura O Coreto da praça da matriz Os belos casarões
Igreja da Matriz A bela arquitetura O Coreto da praça da matriz Os belos casarões
Interior de um casarão Corredeiras A bela vista da Bocaina Cachoiera da Posse
Interior de um casarão Corredeiras A bela vista da Bocaina Cachoiera da Posse
A entrada do Parque Nossa primeira hospedagem As belas corredeiras Nosso grupo
A entrada do Parque Nossa primeira hospedagem As belas corredeiras Nosso grupo
Uma das várias travessias O início da trilha Um detalhe da trilha As belezas da trilha
Uma das várias travessias O início da trilha Um detalhe da trilha As belezas da trilha
Nossa segunda hospedagem O magnífico céu da Bocaina Quentão a beira da fogueira Detalhes da trilha
Nossa segunda hospedagem O magnífico céu da Bocaina Quentão a beira da fogueira Detalhes da trilha
Um ângulo diferente Mula na travessia Nosso grupo no final Praia de Mambucaba
Um ângulo diferente Mula na travessia Nosso grupo no final Praia de Mambucaba
O detalhe das pinturas O Cine São José Fazenda Pau D'alho Cachoeira S. Izidro Cachoeira dos Veados
O detalhe das pinturas O Cine São José Fazenda Pau D'alho Cachoeira S. Izidro Cachoeira dos Veados

Histórico de São José do Barreiro

Texto: MW Trekking Viagens e Turismo

        Aproveitando os caminhos indígenas que ligavam a serra ao litoral, por volta de séc.XVII tropeiros vindos de Minas Gerais fizeram destes caminhos suas rotas de comércio. Desciam a serra carregados com o ouro mineiro para ser embarcado nos portos de Mambucaba e Paraty, e subiam com peixe seco, cachaça, farinha e outros mantimentos que eram comercializados no percurso de volta a Minas Gerais.
   
     Umas das travessias de rio no caminho, com o constante tráfego de tropeiros, transformou-se num grande atoleiro que muito dificultava a passagem das tropas. Em épocas de cheia, as tropas eram obrigadas a aguardar que as águas baixassem para poder transpor o obstáculo cheio de barro. Com o tempo, surgiram ranchos de descanso para os tropeiros, e local passou a ser conhecido como “Barreiro”.
   
     Vindos de Minas Gerais, o Capitão Fortunato Pereira Leite, seus irmãos e cunhado João Ferreira de Souza aqui se estabeleceram e fundaram um arraial nas proximidades do “Barreiro”, nos fins do séc. XVII. 
   
     A fertilidade do solo e a proximidade dos portos de Mambucaba e Paraty atraíram muitas pessoas para trabalhar, vindo também muitos parentes e amigos dos fundadores. Abriram-se então, no séc. XVIII, inúmeras fazendas para o plantio de café que logo tornou-se a grande riqueza da região; foi a fase das cartolas e das casacas, dos condes e dos barões do café.

        Em 1820 foi erguida no local, uma capela dedicada a São José e, em virtude do local ser conhecido como “Barreiro” e da capela dedicada a São José, o arraial passou a ser chamar São José do Barreiro, sendo elevado a município em 9 de março de 1859. As imponentes fazendas do café e os sobrados e casarões, hoje são marcos da época em que o município ocupou importante lugar na cafeicultura paulista.
       
Atualmente, São José do Barreiro, com uma área de 566 km2 e 510m de altitude na sede do município, tem uma economia centrada na agricultura (arroz, feijão, milho, mandioca, cana e abóbora) na pecuária leiteira, no gado de corte e no turismo, que a cada ano vem se desenvolvendo a passos largos em virtude de vários atrativos, tanto históricos (antigas fazendas e casarões), que o município oferece.

 

Parque Nacional da Serra da Bocaina

Texto: MW Trekking Viagens e Turismo

        O parque Nacional da Serra da Bocaina foi criado pelo Decreto no 68.172 de 04 de fevereiro de 1971, e teve seus limites alterados pelo Decreto no 70.694 de 08 de junho de 1972. Localiza-se entre as duas mais populosas capitais do País, a sudeste do Estado de Rio de Janeiro e a noroeste do Estado de São Paulo, abrangendo terras dos municípios de Paraty, Angra dos Reis, São José do Barreiro, Areias, Cunha e Ubatuba, com área de 110 mil hectares. Suas coordenadas geográficas são: latitude 22o40’ - 23o20’S, longitude 44o24’ – 44o54’ WG.
        Quanto a paisagem, fauna e flora, sua área está situada na serra do Mar, onde o Planalto da Serra da Bocaina se debruça diretamente sobre o Atlântico. Variação da paisagem natural do Parque vai desde uma enseada com praias arenosas (Praia do Cachaço e Praia do Meio) e uma ilha oceânica (Ilha do Tesouro) na região de Trindade, despenhadeiros, grotões e vales profundos com bordos recortados, atingindo os campos de altitude em cotas superiores a 1800 metros.  Há muitos rios, com belíssimas cachoeiras de águas frias e cristalinas. A principal bacia hidrográfica é a do Rio Mambucaba. Nasce no Parque num dos formadores do Rio Paraíba do Sul, o Rio Paraitinga.
      A vegetação vai desde as formações costeiras e estuarinas até a floresta tropical pluvial atlântica, com sua incrível biodiversidade, ocupando parte litorânea, encostas e maiores altitudes da serra, em cujo planalto a floresta sede lugar aos campos nativos, entremeados de matas de galeria, onde ocorrem manchas mais ou menos densas de pinheiros-do-Paraná (Araucária angustifolia) e do pinheiro bravo (Podocarpus lambertii). Várias epífitas raras ocorrem na área, em especial nas margens dos rios, tais como as micro-orquídeas dos gêneros Barbosella e Capanemia.
        Existe muita madeira-de-lei, como as canelas pardas, pretas e amarelas, o guatambu, o louro, a sucupira, a imbuia, o cerdo, o arabirá, o jequitibá, também merece citação, dentre muitas palmeiras, o palmito (Euterpe edulis), muito ameaçado pelo seu valor econômico.
        A diversidade de espécies vegetais e animais decorre da variação de altitudes que ocorrem na área do Parque, desde o nível do mar até os 2088 metros, no Pico do Tira Chapéu, no planalto da Bocaina divisa dos municípios de São José do Barreiro e Areias, no Estado de São Paulo.
        A rica fauna da região atlântica está bem representada no Parque, inclusive com diversas espécies ameaçadas de extinção como o mono-carvoeiro, o barbado, o sagüi-da-serra-escuro, a suçuarana, a jaguatirica, o gato-do-mato, a lontra, o tamanduá-bandeira, o macuco, o gavião-de-penacho, o gavião-pega-macaco, o gavião-real, o jacutinga, o papagaio-do-peito-roxo, a tiriba, o sabiá-cica, etc.
        O acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra, entrando-se na cidade de Queluz-SP, seguindo-se até Areias e finalmente a São José do Barreiro, num percurso de 35 quilômetros de estrada asfaltada. De São José do Barreiro segue-se pela SP 221, são mais 27 quilômetros até o Parque em estrada de terra com precária conservação e trânsito difícil no período das águas.

 

Meu roteiro

            Após alguns anos viajando sozinho e por conta própria, decidi reviver meus bons tempos de viagem em grupo com agências. Para isto escolhi a Freeway, empresa com a qual praticamente me iniciei no mundo das viagens de ecoturismo. Nosso grupo foi composto de 20 pessoas geniais, incluindo o guia freeway e dois guias da MW Trekking, empresa de São José do Barreiro responsável pela logística da trilha.

 

            Dia 1 – 21-22/06/00 – São Paulo – São José do Barreiro - Parque

            Partimos de São Paulo por volta das 22h em direção a Estância Real em São José do Barreiro. Nessa pousada, apenas dormimos as horas restantes da madrugada, tomamos um ótimo café da manhã e partimos em duas caminhonetes em direção a entrada do Parque. Neste trajeto fizemos várias paradas para descanso, fotos e para apreciar as belas cachoeiras do caminho, incluindo a Santo Izidro, das Posses e das Marrecas. Um dos problemas que tive foi que infelizmente todas as cachoeiras estavam contra a luz e não consegui grandes fotos (isto explica o porquê de uma foto em P&B acima). Após ingressar no parque, deixamos os carros e finalmente começamos o nosso objetivo: caminhar. Ao final da tarde chegamos ao local de nosso primeiro pernoite - a casa de Da Palmira e do Sr. José Aparecido. Uma casa muito simples, mas suficiente para nosso banho, jantar e uma razoável noite de sono. Um atrativo a parte foi comermos pinhão e contar casos e piadas ao redor da fogueira em uma noite onde a temperatura beirou zero grau. Outra diversão foi acomodar 20 pessoas mais a família pelos pequenos cômodos da casa. Havia gente na sala, corredor e cozinha, inclusive com disputa para quem dormiria próximo do fogão à lenha.

            Dia 2 – 23/06/00 – 1a casa – 2a casa

            Após uma noite muito fria acordamos para um delicioso café com pão feito na hora e ainda quentinho. Neste dia a caminhada já teria um ar de travessia, pois levaríamos conosco apenas a mochila de ataque com lanche, agasalhos, água, etc, enquanto as mochilas cargueiras iriam nas mulas. O dia não apresentou grandes dificuldades, pois a caminhada foi feita através de estradas de terra e algumas trilhas por campo aberto, totalizando oito quilômetros. Por volta do meio dia já estávamos na segunda casa e fomos recebidos com um almoço caipira. Após a refeição fomos conhecer a tão famosa e bela cachoeira dos veados. O restante da tarde foi para descanso, bate-papo e algumas fotos, no meu caso.
           
Durante a noite fizemos outra fogueira e a Ieda nos preparou um quentão, que foi saboreado durante um nostálgico bate-papo ao redor do fogo. 

            Dia 3 – 24/06/00 – 2a casa – São José do Barreiro

            Nesse dia é que realmente me senti na trilha do ouro, pois foi nesse trecho que passamos pela mata atlântica com toda sua beleza e é onde também caminhamos sobre o calçamento original feito pelos escravos. Durante o trajeto fizemos diversas paradas para lanche, água e descanso. Já bem próximo do final atravessamos um rio com direito a banho e relaxamento. A caminhada não ofereceu dificuldades e após cerca de 5 a 6 horas chegamos ao final, onde as vans nos esperavam. Após cerca de quinze quilômetros de carro chegamos a praia de Mombucaba, ponto final para os viajantes do passado e lugar de contemplação para nós. De volta a Barreiro e após o banho e jantar conseguimos juntar energias para um baile. 

            Dia 4 – 25/06/00 – São José do Barreiro – São Paulo

                Este dia foi reservado para descanso e visita a alguns pontos turísticos de Barreiro. Dentre eles o cachoeirão e alguns casarões das fazendas da região. Apesar do tempo curto, um dos pontos altos visitados foi a Fazenda Pau D’alho. Uma fazenda histórica totalmente restaurada que foi utilizada como cenário para as filmagens da mini-série da Globo Aquarela do Brasil.

            Mais informações

            Freeway - (11)5572-0999         www.freeway-adventures.com.br
             
MW Trekking (12)577-1178     e-mail mwtrek@fastnet.com.br
           IBAMA (S.J.do Barreiro)           (12)577-1225


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