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| Cach no cânion do espraiado | Serra do corvo branco | Cachoeira véu de noiva | Cachoeira do Avencal | Inscrições rupestres |
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Viagem realizada entre 26 e 29 de Janeiro de 2005 Quando se pensa no local mais frio do Brasil, logo vem a mente a cidade de São Joaquim – SC, mas é sua vizinha, Urubici, que realmente detem o recorde. Em 1996 no morro da igreja (1822 m) foi registrado a temperatura mais baixa no Brasil: -17,8ºC.Urubici, uma pequena cidade com cerca de 10.000 habitantes, também é conhecida como terra dos tesouros, pois seu relevo foi lentamente esculpido pelas “mãos” sábias da natureza. São 82 cachoeiras catalogadas, cânions de tirar o folego e rios de águas cristalinas. Além de tudo isso pode-se contar com toda a cortesia e simpatia do povo catarinense. A cidade também é conhecida pela riqueza de suas terras na produção de hortaliças além de deliciosas frutas como maça, pessêgo, pêra, etc... Para conhecer a região, eu e minha esposa decidimos nos hospedar no refúgio de montanha Rio Canoas. O refúgio possui duas opções de estadia: a pousada com quartos individuais e banheiro privativo ou coletivo com um excelente café da manhã e jantar. A outra opção, mais econômica, é o albergue que possui um quarto com beliches e cozinha bem equipada para que os hóspedes preparem sua próprias refeições. Desta vez preferimos o conforto da pousada. Os passeios são feitos com a Corvo Branco expedições - uma agência ligada ao refúgio com todos os recursos para se explorar a região e seus atrativos, que vão de trekking, off-road, mountain bike, rappel, cascade, duck e por aí vai. Dia 1 Após passar 4 dias com muito calor em Floripa rumamos direto para as serras de Urubici. Saindo pela BR101 tomamos a BR282 sentido Lages entrando num entroncamento sentido São Joaquim e Urubici – são cerca de 170 km. A cidade é pequena e praticamente é divida em dois bairros interligados por uma grande avenida. Demos uma volta e já rumamos para o refúgio que fica há 30 km por estrada de terra. A estrada é bem conservada e dá para ser feita por carro passeio sem problemas. Chegamos no refúgio já anoitecendo e fomos muito bem recebidos pelo Juan e sua esposa Gisele. Para nossa surpresa o jantar já estava pronto e foi servido em seguida. Os pontos altos do refúgio são a culinária e as instalações. As refeições são cuidadosamente preparadas e servidas pela Juliana, que podemos dizer ser a “Chef” do refúgio. Na manhã seguinte para nossa surpresa o dia amanheceu com um céu azul lindo mas o termômetro marcava 4ºC em pleno mês de janeiro. A programação do dia seria conhecer o cânion do Espraiado. Para isso partimos com o Juan, que seria nosso guia em todos os passeios. Com nosso Defender fizemos a primeira parte do passeio que consistia num off-road maravilhoso margeando inicialmente o rio Canoas com suas corredeiras até o morro da antena onde se pode avistar os campos dos padres e boa parte da serra. Descemos um pouco, ainda de carro, e começamos o trekking pelas bordas do cânion do Espraiado. Apesar do dia estar muito limpo não foi possível avistar o mar, mas só a visão do cânion e ao longe a bela serra do corvo branco já valeu a caminhada. Lanchamos no ponto com a melhor vista da serra e partimos de volta para o refúgio. No caminho de volta fomos até a serra do corvo branco, que fica há 5 km do refúgio. O corte na rocha feito por picaretas e dinamite é incrível. Depois a estrada despenca morro abaixo num zig-zag que assusta até os mais experientes. Descemos e subimos só para sentir a adrenalina. Retornamos no final da tarde e a Juliana já nos esperava com um delicioso chá das 5 com direito a bolo, chá de maça com cravo e biscoitos. Tudo feito com produtos da região. Dia 2 O dia já amanheceu um pouco nublado mas ainda prometia boas fotos. A programação do dia seria o Morro da Igreja e campos de Sta. Barbara. A subida até o morro da igreja é por uma estrada asfaltada, muito bem conservada, pois ao lado do morro está localizado uma base da aeronáutica com dois radares que controlam o tráfego aéreo de Sta. Catarina. Como era esperado estava muito frio e ventava muito. Apesar do tempo um pouco fechado deu para ter boa uma idéia da beleza do local e boas fotos, incluindo a pedra furada. No caminho de volta fomos conhecer a cachoeira véu de noiva e em seguinda entramos por uma estrada de terra que nos levaria até os campos de Sta Barbara, já em terras do P.N.de São Joaquim. Mais uma vez fizemos um belo off-road por estradas cheias de pedras com aclives/declives e sempre com um belo visual. Deixamos o carro ao lado de um mangueirão e começamos o trekking atravessando o rio pelotas. Um dos problemas do parque é que ele foi constituído sem que houvesse a desapropriação dos moradores. Então mesmo dentro do parque existem fazendas e gado que tentam conviver em harmonia com os visitantes. Como havia muita cerração optamos por caminhar margeando o rio ao invés de subir até a crista do morro. O rio apresenta um visual muito bonito e pequenos cânions com paredes de pedra. Retornamos ao refúgio ainda em tempo para o chá das 5. Após o delicioso jantar me deliciei vendo o album de fotos da região e já me preparando para o dia seguinte. Dia 3 O dia já amanheceu bem fechado e garoando. Nossas esperanças de ver a serra do rio do rastro estavam minando, mas decidimos sair mesmo assim. Uma viagem de carro até a cidade e antes de partirmos para a serra fomos conhecer a cachoeira do avencal. O acesso está bem complicado e em alguns pontos é preciso escalar algumas pedras. Incrível conceber que todas aquelas pedras foram arrastadas pelas força das águas multiplicada pelas fortes chuvas. Voltamos para a estrada e em poucos minutos chegamos a um paredão com inscrições rupestres. Infelizmente, não há muita informação sobre a sua origem. Partimos então em direção a serra do rio do rastro, porém a neblina tomou conta de todo o mirante e não conseguimos enxergar além de 10 m. Porém, para não deixar o internauta só na imaginação do local, coloquei uma foto de outra viagem que fiz pela região em 2000. Retornamos para o refúgio um pouco mais cedo e aproveitei o final de tarde para pedalar pelas margens do rio Canoas. Passei pelo mesmo local que há dois dias tínhamos passado de jipe e pude ver muito mais detalhes com a tranquilidade e silência que só a bike proporciona. Após o jantar o Juan nos apresentou uma bela mostra de slides com suas imagens da Patagônia. Dicas
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