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A trilha para a Pedra

 

O vale que leva à Pedra O local que dormimos

 

De volta a cidade
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                                                                            Vista da pedra Paulinho e o guia Tente localizar a pedra

            Essa viagem fez parte do roteiro de férias de Novembro de 2000, onde juntamente com meu amigo Paulo Toledo percorremos cerca de 4.600 km durante dez dias passando por Serra do Cipó (MG), Diamantina (MG), Serra do Caparaó (MG), Pedra Azul (ES) e Sana (RJ).

            Após sete longas horas de viagem por estradas sinuosas e com um tráfego lento chegamos à Sana, uma pequena cidadezinha no interior do Rio, próxima à Nova Friburgo. Como os próprios moradores locais a denominam é a Mauá dos anos 90. A cidade é simpática e bem servida de montanhas da região serrana do Rio. Nosso objetivo ali foi subir até o Peito do Pombo, uma pedra na forma da ave no alto de um morro e segundo informações com um belo visual. Contatamos o guia mais recomendado pelos moradores: Samuel Jr., que após uma boa conversa nos convenceu que apesar do tempo chuvoso daria para subir no mesmo dia e fazer um bivaque na pedra. Almoçamos um PF rápido e preparamos as mochilas para a subida de três horas até a pedra. Como já partimos tarde, cerca de 16:30h, no final da trilha foi necessário utilizar as lanternas, dando um pouco mais de emoção ao trekking.
            Uma vez na pedra e após um bom miojo, preparado por mim, partimos para a parte mais complicada: achar um lugar confortável para dormir ao abrigo do forte vento e dos pingos da chuva. Eu escolhi um canto, digo um lado, pois a pedra é redonda e após cerca de uma hora tentando dormir levantei para procurar outro melhor, pois simplesmente não conseguia dormir tal era o barulho do vento no ouvido. Após várias voltas em torno da pedra caí na real que aquele era o melhor e a única forma de reduzir o barulho foi abdicar do travesseiro inflável e cobrir toda a cabeça com o saco de dormir. Funcionou! Tanto que só fui acordar com o Samuel me chamando para fotografar o nascer do sol. Somente com a luz do dia é que nos demos conta da beleza do local e da precariedade de nossos aposentos
J
            Fiz várias fotos da paisagem, tomamos um café quentinho e partimos morro abaixo. Agora com o tempo um pouco melhor é que pudemos ver a pedra e melhor entender o trajeto que percorremos até ela, coisa que o dia anterior não permitiu.

            Chegando de volta na cidade utilizamos o Land como varal para secar as roupas molhadas do dia anterior, arrumar a bagunça e partir para o último dia da viagem. Na volta para São Paulo ainda sobrou um tempinho para fazer uma trilha entre Visconde de Mauá e Itatiaia. Atravessando várias fazendas, e abrindo dezenas de porteiras, fizemos um trajeto com um visual maravilhoso.

            Dicas Guia de Turismo do Sana: Samuel Figueiredo Brust (22) 2762-2518 / 2793-2446
             sanarj@ig.com.br ou samuel@macae.unimed.com.br


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